
O IPCA registrou queda de 0,32% em agosto, após alta de 0,07% em julho. O resultado veio um pouco melhor que a expectativa do mercado, que projetava recuo de 0,29%.
A deflação do mês foi influenciada principalmente pelos grupos Habitação e Transportes. Em Habitação, a queda de 1,87% refletiu, sobretudo, a redução de 7,63% na energia elétrica residencial, em razão do impacto do Bônus de Itaipu. Em Transportes, a retração de 0,86% foi puxada pela queda de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis.
Alimentação e bebidas também contribuíram para o resultado, com queda de 0,34% em agosto. Foi o segundo mês consecutivo de variação negativa do grupo, ajudando a reduzir a pressão sobre o índice no período.
O resultado de agosto mostra uma inflação mais comportada no curto prazo, com destaque para a contribuição de itens com peso relevante no orçamento das famílias. A desaceleração do acumulado em 12 meses para 4,22%, abaixo do teto de 4,5%, também melhora a leitura do cenário inflacionário.










